Um texto sobre tudo

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Oi gente! Tô só passando aqui, pra falar que estou viva. Com a vida corrida e muito atribulada, nunca fiquei tanto tempo longe do blog e o principal de ler meus bloguinhos preferidos, mas olha o Feedly me salvando. Primeiramente gostaria de dizer que essa pessoa que vos escreve agora está mais velha, pois é 19 aninhos. E acreditem que já sinto o peso da idade, são tantas coisas que eu quero fazer e tantas coisas que são cobradas de nós jovens cada vez mais cedo. Mas chega de choramingar, dia 07/06 completo três meses trabalhando e… Obrigado emprego por me mostrar o mundo como ele é realmente, mesmo que não fique no trabalho, mesmo tendo que ouvir, ver e engolir muito sapo. Vou ser agradecida pro resto da vida, por me mostrarem como o mundo é escroto.

Pausa dramática porque preciso falar que estou chocada andei lendo minhas metas para 2014 e já estamos no meio do ano e praticamente não realizei NADA. Isso é tão triste planejei tantas coisas possíveis, mas tenho que parar de focar nos problemas, porque sou dessas, vejo problema e dificuldade em tudo. Preguiça que não larga de mim, sempre arrumando desculpinhas e nessa não lembro a última vez que sai com meus amigos, muito menos quando entrei no Skype pra bater papo, até as conversas no WhatsApp visualizo e só Deus sabe quando e se vou responder, não posso pedir que as pessoas esperem por mim a vida toda (saudades colégio) e com isso algumas amizades vão minguando, as verdadeira ficam independente do tempo, porém você não é mais chamada pra todas as festas e blá blá.

To pensando em mudar o curso da faculdade novamente, nem eu estou mais me aguentado com essas indecisões, acho que a questão é que eu penso dia e noite no meu futuro como eu tenho que estar e acabo esquecendo que não se constrói futuro sem presente, as vezes eu acho que vou me tornar uma velha turrona, daquelas bem azedas e amarguradas com a vida, fico pensando como vou lidar com o peso na consciência pela falta de coragem de fazer as coisas que quero fazer. Acho que com a idade também vai chegando uma coisa que eu sei abdiquei de ter, o bom senso, olhar critico sobre a vida e o principal vergonha. Issh não parece mesmo com a mesma Larissa de dois anos atrás, de cabelos verdes, roupas estranhas, língua afiada e cheia de atitude. Hoje em dia eu tô mais pra Madre de Calcutá, juro comecei a reparar que eu vivo stressada, reclamando de tudo, só não ando de cara feia porque meu sorriso é bonito demais, por isso saiu mostrando os dentes mesmo que esteja fula da vida ou triste.

Quando eu pensei em escrever tinha tanta coisa que queria falar, mas conforme vou escrevendo e apagando, acho que é melhor eu ficar por aqui mesmo. Sabe se você também está passando por esse experiência de primeiro emprego, decepção no local de trabalho, anda com a vida corrida, mas ainda tem tempo pra tomar uma breja com os amigos, passa receita porque estou precisando.

Tirando isso estou com uns projetos pessoais que andam comendo literalmente meu tempo livre, então o tempo livre que eu tenho é para o projeto que em breve vou divulgar aqui no blog e espero que vocês curtam! Então sempre que tiver um tempo livre prometo tentar correr aqui pro blog e escrever uns textos prontos e só ir postando, mas com a vida atribulada minha mente anda tão desgastada que minha criatividade anda no limbo. Ultimamente andei pensando em chamar alguma amiga minha para escrever aqui no blog, mas ainda estou meio relutante, porque eu quero que o blog seja só meu sabe, meu cantinho mesmo postando reduzidamente quero que cada palavrinha escrita aqui tenha sido por mim.

Então é  isso pessoal, beijão!

A vida diante do aeroporto

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Nesse exato momento em que escrevo o texto estou no aeroporto esperando minha conexão, ficarei 5 horas esperando aqui na salinha de embarque. Enquanto fico apressando a vista consumista, porque olha um Trident custar 5 reais é muito desnecessário, pra não chamar as pessoas que compram de otárias. Mas não é sobre isso que quero falar, e sim das idas e vindas da nossa vida. Viajar é legal porque só de ver gente nova, você já se renova e sempre descobre uma coisinha escondida em você, aeroportos que o digam, é gente de tudo que é jeito e forma.

Agora acho que esse texto pode falar um pouquinho sobre se permitir, se abrir mais e deixar para ser chato e ranzinza em casa, sério, viaje de mente aberta, fique na salinha de espera olhando as pessoas correndo para não perder seus aviões, as pessoas estão sempre com pressa. Acho que é por isso que amo os livros da Martha Medeiros, a mulher ama viajar e tem um jeito de viajar estilo roupa do corpo, gosto dessa coragem. Não tem nada mais legal do que viajar somente com a roupa do corpo e uma mochila que caiba tudo que você precisa, mas só o essencial de verdade, nessa ainda estou falhando estojo de maquiagem não pode falta.

Tem coisa melhor do que refletir o comportamento das pessoas e analisar conforme sua perspectiva e modo de pensar, isso se intensifica ainda mais com pessoas culturalmente diferentes de você. O aeroporto já da uma sensação de liberdade as pessoas, elas já se sentem mais livres sabendo que vão entrar no avião rumo a algum lugar, seja ele esperado ou não, sempre é marcado por esperança. As aeromoças que o digam, sempre falam que amam viajar, mas rezam sempre para o avião não cair, pra ser sincera também tenho medo de cair do avião e morrer assim no meio de algo importante, indo conhecer gente nova, indo rever família ou quem sabe fechar um grande negócio, devia ser proibido morrer nesse curto espaço de tempo. Queríamos ter asas, mas não temos criamos o avião na esperança de voarmos e chegarmos a algum lugar que só o íntimo de cada um de nós sabe.

Aproveitando o embalo, gosto mais ainda de ser um grão de areia no meio da praia. A maioria das pessoas não te percebe e não querem ser percebidas no aeroporto, então sempre rola uma troca de olhar de cima a baixo analisando e cada um segue pro seu lado, claro depois de ter “extraído” alguma coisa do outro.

Tenho quase certeza que Lenine compôs Paciência esperando um voo.