Amar é libertar

O amor em tempos modernos é insano é tudo a flor da pele, é agora sem demora, sem espera, sem planejamento, o tempo que passa rápido, o momento que não volta, porém o amor é a calmaria na tempestade, não a tempestade na calmaria. Vejo a forma como as pessoas se tratam nos relacionamentos modernos e atuais, muitas vezes “monogâmicos” em partes, porque hoje existe até vários tipos de traições, trair de beijo é uma traição mais leve que transar, então a pessoa “te perdoa” porque te ama, mas cadê o amor próprio, fidelidade de ambas as partes que escolherem estar juntas livremente e monogamicamente se foi assim que ambas escolheram. O que vejo por ai é muito eu te amo em forma de prisão, você não pode isso, não pode ir ali, não pode falar com fulano(a). Mas veja bem, essas pessoas dizem que amam. O que é o amor?

Ultimamente tenho achado que não sei amar, porque meu amor é liberto. Só amo dessa forma.

Não gosto de me sentir presa, gosto de estar livre estando com alguém a liberdade a dois é tão encantadora, meu desejo pro mundo é que as pessoas amem livremente.

O amor precisa de espaço para crescer, o amor é a liberdade de saber que o outro está com você simplesmente por estar, por te querer o bem independente de tudo. Amor também é deixar o outro ir e seguir um caminho diferente do seu e torcer por aquela pessoa, amar nem sempre é estar junto, mas amar tanto e ser capaz de libertar o outro para vê-lo voar o mais longe que puder e trilhar seu caminho.

Amem mais, se amem mais, libertem mais.

A felicidade irrisória

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Sabe existe muitas coisas que eu amo em você. Você e eu assim, juntos. Um sorriso, nossa história, um abraço, uma lágrima, um gesto, um carinho, um olhar, uma piscadinha de olho, um aperto de mão, uma mordida na bochecha, uma carícia, um cheiro no cangote, um afago. Um par de palavras bonitas outras nem tanto, uma frase complementar, o café na cama, o encontro atrasado, as piadas internas, a primeira casa do andar de cima, os olhos brilhando no primeiro encontro, os lábios trêmulos no primeiro beijo.

– Ei, amor.
– Que foi?
– Eu te amo!
– Eu também.
– Você o que ?
– Do que?
– Você me ama?
– Claro.
– Ama?
– Já não disse isso.
– Não.
– Claro que falei agora.
– Que me ama? Não ouvi, repete.
– Por quê?
– Por nada eu só quero ouvir.
– Aham.
– O quê?
– To cansado, para de procurar discussão por nada.
– Não to discutindo, só falei que te amo.
– Ta bom, eu já disse que eu também.
– Você o quê?
– Nossa, você hoje tirou o dia.

E assim continuo entre sorrisos e abraços, beijos e amassos, carícias e mentiras.

Eu não mudei

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 As som de Engenheiros do Hawaii, Lenine e Lorde.
Esse texto é pra você que amadureceu, que cresceu e evoluiu com o tempo. Que fez questão de se reinventar, descobrir coisas novas,  fazer novos amigos e sair da sua zona de conforto. Isso talvez irá te inspirar a não se deixar abalar pelas pessoas dizendo que você mudou de repente. Que gostava mais de você antigamente. 
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A primeira vez

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Esses dias perambulando pela YouTube, acabei caindo num vídeo sobre de primeiro dia de aula na faculdade de uma vlogueira. E isso imediatamente me lembrou o meu primeiro dia de aula na faculdade. E de muitas outras primeiras vezes ao longo da minha vida.
A primeira vez de algo na nossa vida, sempre nos muda de alguma forma mesmo que pareça imperceptível, lá na frente você percebe a importância daquela primeira vez. Por exemplo: A primeira vez que andei de bicicleta sem rodinha, o primeiro tombo de bicicleta, a primeira vez que levei a Nina pra casa, a primeira vez que levei suspensão no colégio, a primeira discussão séria com mamãe, a primeira menstruação, o primeiro namoradinho, o primeiro dez na prova de matemática, a primeira vez que usei um salto alto meu e não da minha mãe, meu primeiro show, meu primeiro amor não correspondido, minha primeira paxonite, minha primeira festa do pijama, a primeira vez que achei que fosse morrer afogada, a primeira vez que aprendi a falar água corretamente, o primeiro sutiã, meu primeiro skate, a primeira agenda do colégio (aquela que eu e você guardamos até hoje com a maior recordação), a primeira apresentação no palco da escola, a primeira vez que fiquei sozinha no colégio, a primeira vez que eu disse “eu te amo” para alguém que não fosse meus pais ou parentes, a primeira vez que vi e toquei um elefante de perto, minha primeira vez no circo, meu primeiro beijo, a primeira vez que fiquei sozinha em casa, meu primeiro dia no colégio como aluna do ensino médio, minha primeira recuperação (a como eu me lembro), a primeira e única vez que fiz xixi na cama, a primeira vez que pintei o cabelo. Não vou esquecer da vez que rachei a sobrancelha, nem daquele dia em que ralei o mesmo joelho quatro vezes seguidas. Muito menos daquela amiga que segurou meu cabelo na hora do vômito e ficou comigo enquanto estava doente. Nem o meu primeiro caldo com meu tio na praia.
Como não lembrar também do meu primeiro dia de aula na faculdade, comecei quase um mês depois das aulas terem começado, achei horrível voltei com uma tremenda dor de cabeça, não foi um terço daquilo que havia imaginado. Como também esquecer a primeira vez que entrei na sala de Publicidade e achei que ali era o meu lugar, no meio de gente bagunçada e que aparentemente não ligava pra nada, na minha primeira aula de historia da arte – descobri que existem professores de história e existem “os professores” de história, confesso, não cai com um dos melhores, mas sempre amarei história. Como me esquecer da primeira vez que levei a Nina ao veterinário e quase matei o moço de tanta pergunta, como esquecer meu primeiro piercing? Estava com tanto medo que deu até dor de barriga.
Acho que nunca vou me esquecer do e-mail que marcou minha vida, virou ela de pernas pro ar, mas me abriu tanto os meus olhos que não tenho nem palavras para explicar. Não vou esquecer de dizer como eu me lembro da minha Vovó na cozinha fazendo o almoço enquanto eu chegava do colégio. Ou da vez que tive minha primeira dor de cabeça e gritava com todo ar do pulmão pedindo pra essa dor parar.
Também lembro da primeira vez que amei muito alguém, estranho né? O amor marca a gente de várias formas e em vários níveis que fica difícil até descrever.

De certa forma eu fico feliz em ter tantas primeiras vezes que nem consiga descrever em um texto, fico feliz também por lembrar de muitas como forma de aprendizado, outras confesso que nem gosto de lembrar, algumas eu acho que nem são tão importante assim, mas todas elas somaram para ser o que sou hoje. Ainda virão muitas primeiras experiências na minha vida e espero poder juntá-las com todas as outras e assim poder lembrar, velhinha das minhas pequenas aventuras e não me envergonhar de ter errado na primeira tentativa, mas me orgulhar de ter tentando, não só uma, mais quantas vezes fosse necessário até acertar.

O dia em que aprendi a amar o mar

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Na verdade eu não sei bem em momento da minha vida eu parei de ir  praia e comecei a dizer que detestava a areia e o cheiro de mar na beira da praia. Enquanto criança eu bem me lembro das vezes em que íamos a praia e eu saia torrada do mar, era só me chamar e falar a palavra praia e eu já tava dentro. Coisa de criança mesmo, catar peixinho no mar, construir castelo de areia (na verdade nunca consegui fazer um castelo estava sempre mais pra um monte de areia junta), levar uns bons caldos e achar que ia morrer. Sem sombras de dúvidas no final das contas fico feliz por ter sido criada nessa cidade maravilhosa e não onde nasci, não troco uma orla linda por nenhum planalto central.
Pensando agora acho que na verdade nunca odiei o mar, mas conforme fui crescendo me distancie principalmente do sol, pois é, acabou esse negócio de ficar torrando e ardendo de dor em casa, praia pra mim começou a ficar fora de cogitação. A verdade é que eu nem me lembro da primeira vez que realmente vi o mar, assim pela primeira vez mesmo, provavelmente era muito pequena, o que quer dizer que o mar está comigo por toda minha vida. Nunca entendi pessoas que saiam de suas cidades com o sonho de ver o mar. Mas gente o mar não tem nada demais, alguns anos atrás eu pensava assim, até perceber que na verdade não era só conhecer o mar, essas pessoas queriam conhecer a imensidão do mundo, queriam apreciar uma das coisas mais belas, queriam entrar no mar e se sentir reconfortado de todos os seus problemas.
O dia em que aprendi a amar o mar, foram os dias em que não tive uma paisagem bonita para olhar durante o trânsito, foram também os dias em que não tinha paisagens bonitas para fotografar, foi ai também que percebi que todas as vezes que precisei relaxar pedia a minha mãe para irmos a praia. E como posso esquecer de quantas vezes fui a praia com meus amigos e as tardes pareciam acabar muito rápido, mas o momento parecia infinito. Parece besteira, mas não é, até que essas coisas pequenas façam falta no seu cotidiano.
Se você não conhece o mar, não fique com vergonha de amar por fotos, não fique com vergonha de dizer as pessoas que seu maior sonho é conhecer o mar, porque ele é tudo isso mesmo, é lindo, é mágico, é reconfortante, tem o melhor cenário para fotografias, não existe por do sol mais lindo do que na beira da praia e talvez a melhor festa que você irá na sua vida será um luau.

Se não fosse o mar, talvez eu não seria eu.

Aprendendo a deixar as coisas como estão

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Sabe aqueles dias em que você está pressentindo um grande “iceberg” na sua vida? Então, nesses dias, não faça nada para contrariar o destino, acredite, ele vai dar muitas dicas de que alguma coisa vai dar errado, alguma coisa que você quer muito. Por exemplo; pintar o cabelo:

Tudo começa com você decidindo pintar o cabelo um dia antes da viagem para ver sua família, isso tudo porque você queria que eles te vissem e te notassem de maneira diferente, sendo que aparentemente você só emagreceu no máximo um quilo. Mas porque? Porque raios sentimos a necessidade de mudar algo externamente, quando a única coisa que mudou é algo tão imperceptível a “olhos nus” que até você mesmo demorou para perceber?

Mas então como ia dizendo… Você compra as tintas, isso porque você quer estar ruiva quando descer do avião e encontrar sua mãe, sua cachorra e seu avô. Só porque você milagrosamente espera que eles notem que você mudou, mudou muito nesses meses que se passaram, mas porque ruivo? Melhor ainda, porque ruivo natural?

Continuando, comprada as tintas, o pó descolorante e tudo para pintar o cabelo, fica com medo e decide pintar no salão que tem no caminho para sua casa.

A cabeleira diz que: “Seu cabelo não vai aguentar uma descoloração só de olhar pra ele”. Mas porque raios mulheres quando “encasquetam” com algo não escutam o profissional e a razão?

Aquela razão que já estava lá com você, desde que acordou dizendo: “Um grande ‘iceberg’ hoje”. Ah! Mas por que dar vazão? Bobagem.

– Faz um teste de mecha…
>30 minutos depois<
– Olha está vendo seu cabelo não vai aguentar.

Para falar a verdade, ela não queria aquela cabeleireira que atendeu de má vontade. Não satisfeita, foi pra casa, reuniu informações na internet e decidiu pintar, mas e o aplicador de tinta?

A razão gritou, gritou mas ninguém ouviu. E lá foi ela comprar as luvas e o aplicador de tinta, pra que no caminho de casa, acha-se outro salão, entrou e viu a mulher dos cabelos platinados e disse:

-Você é corajosa (ora porque tem que ter muito peito para platinar o cabelo), to querendo pintar meu cabelo de ruivo natural – loiro “acobreado 8.34”.

-Seu cabelo ?

-Sim, por que ?

– Se você não se importar em correr o risco de partir seu cabelo no meio…

– Não tem problema, mas então cobra quanto com as minhas tintas?

– 25,00 reais, mas eu não tenho vaga mais pra hoje, só amanhã.

Por que raios ninguém mais na cidade poderia pintar o cabelo de ruivo natural em plenas 15:40 da tarde?

Imaginem que os avisos foram muitos, mas pergunta se ela importou-se com a quantidade alarmante deles? Claro que não! Porque o arrependimento só vêm de fato depois do ato consumado.

Então depois do ato consumado, lá pelas 00:30, demorou muito e tinha um cabelo cor de burro, que fugiu sabe-se lá de onde. Uma raiz quatrilhões de vezes mais clara, manchas e o melhor de tudo; não se curtiu com esse tom de ruivo que ficou muito, mas muito aberto.
Correu pra mandar “WhatsApp” pra única pessoal na face da terra que poderia acalmá-la nesse momento:
– Mãe fiz caquinha.
– O que foi?
– Foto
– Ficou linda

Normalmente as mães tendem a ser sinceras, mas essa não.

Então nesse dia ela percebeu, ainda olhando as fotos do seu cabelo tiradas na manhã anterior, que seu castanho, lindo, natural, hidratado e perfeitamente belo, tinha sumido e com ele a sua identidade. E nesse dia ela aprendeu a deixar as coisas como estão, só de vez enquanto.