A vida diante do aeroporto

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Nesse exato momento em que escrevo o texto estou no aeroporto esperando minha conexão, ficarei 5 horas esperando aqui na salinha de embarque. Enquanto fico apressando a vista consumista, porque olha um Trident custar 5 reais é muito desnecessário, pra não chamar as pessoas que compram de otárias. Mas não é sobre isso que quero falar, e sim das idas e vindas da nossa vida. Viajar é legal porque só de ver gente nova, você já se renova e sempre descobre uma coisinha escondida em você, aeroportos que o digam, é gente de tudo que é jeito e forma.

Agora acho que esse texto pode falar um pouquinho sobre se permitir, se abrir mais e deixar para ser chato e ranzinza em casa, sério, viaje de mente aberta, fique na salinha de espera olhando as pessoas correndo para não perder seus aviões, as pessoas estão sempre com pressa. Acho que é por isso que amo os livros da Martha Medeiros, a mulher ama viajar e tem um jeito de viajar estilo roupa do corpo, gosto dessa coragem. Não tem nada mais legal do que viajar somente com a roupa do corpo e uma mochila que caiba tudo que você precisa, mas só o essencial de verdade, nessa ainda estou falhando estojo de maquiagem não pode falta.

Tem coisa melhor do que refletir o comportamento das pessoas e analisar conforme sua perspectiva e modo de pensar, isso se intensifica ainda mais com pessoas culturalmente diferentes de você. O aeroporto já da uma sensação de liberdade as pessoas, elas já se sentem mais livres sabendo que vão entrar no avião rumo a algum lugar, seja ele esperado ou não, sempre é marcado por esperança. As aeromoças que o digam, sempre falam que amam viajar, mas rezam sempre para o avião não cair, pra ser sincera também tenho medo de cair do avião e morrer assim no meio de algo importante, indo conhecer gente nova, indo rever família ou quem sabe fechar um grande negócio, devia ser proibido morrer nesse curto espaço de tempo. Queríamos ter asas, mas não temos criamos o avião na esperança de voarmos e chegarmos a algum lugar que só o íntimo de cada um de nós sabe.

Aproveitando o embalo, gosto mais ainda de ser um grão de areia no meio da praia. A maioria das pessoas não te percebe e não querem ser percebidas no aeroporto, então sempre rola uma troca de olhar de cima a baixo analisando e cada um segue pro seu lado, claro depois de ter “extraído” alguma coisa do outro.

Tenho quase certeza que Lenine compôs Paciência esperando um voo.

Eu não mudei

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 As som de Engenheiros do Hawaii, Lenine e Lorde.
Esse texto é pra você que amadureceu, que cresceu e evoluiu com o tempo. Que fez questão de se reinventar, descobrir coisas novas,  fazer novos amigos e sair da sua zona de conforto. Isso talvez irá te inspirar a não se deixar abalar pelas pessoas dizendo que você mudou de repente. Que gostava mais de você antigamente. 
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A primeira vez

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Esses dias perambulando pela YouTube, acabei caindo num vídeo sobre de primeiro dia de aula na faculdade de uma vlogueira. E isso imediatamente me lembrou o meu primeiro dia de aula na faculdade. E de muitas outras primeiras vezes ao longo da minha vida.
A primeira vez de algo na nossa vida, sempre nos muda de alguma forma mesmo que pareça imperceptível, lá na frente você percebe a importância daquela primeira vez. Por exemplo: A primeira vez que andei de bicicleta sem rodinha, o primeiro tombo de bicicleta, a primeira vez que levei a Nina pra casa, a primeira vez que levei suspensão no colégio, a primeira discussão séria com mamãe, a primeira menstruação, o primeiro namoradinho, o primeiro dez na prova de matemática, a primeira vez que usei um salto alto meu e não da minha mãe, meu primeiro show, meu primeiro amor não correspondido, minha primeira paxonite, minha primeira festa do pijama, a primeira vez que achei que fosse morrer afogada, a primeira vez que aprendi a falar água corretamente, o primeiro sutiã, meu primeiro skate, a primeira agenda do colégio (aquela que eu e você guardamos até hoje com a maior recordação), a primeira apresentação no palco da escola, a primeira vez que fiquei sozinha no colégio, a primeira vez que eu disse “eu te amo” para alguém que não fosse meus pais ou parentes, a primeira vez que vi e toquei um elefante de perto, minha primeira vez no circo, meu primeiro beijo, a primeira vez que fiquei sozinha em casa, meu primeiro dia no colégio como aluna do ensino médio, minha primeira recuperação (a como eu me lembro), a primeira e única vez que fiz xixi na cama, a primeira vez que pintei o cabelo. Não vou esquecer da vez que rachei a sobrancelha, nem daquele dia em que ralei o mesmo joelho quatro vezes seguidas. Muito menos daquela amiga que segurou meu cabelo na hora do vômito e ficou comigo enquanto estava doente. Nem o meu primeiro caldo com meu tio na praia.
Como não lembrar também do meu primeiro dia de aula na faculdade, comecei quase um mês depois das aulas terem começado, achei horrível voltei com uma tremenda dor de cabeça, não foi um terço daquilo que havia imaginado. Como também esquecer a primeira vez que entrei na sala de Publicidade e achei que ali era o meu lugar, no meio de gente bagunçada e que aparentemente não ligava pra nada, na minha primeira aula de historia da arte – descobri que existem professores de história e existem “os professores” de história, confesso, não cai com um dos melhores, mas sempre amarei história. Como me esquecer da primeira vez que levei a Nina ao veterinário e quase matei o moço de tanta pergunta, como esquecer meu primeiro piercing? Estava com tanto medo que deu até dor de barriga.
Acho que nunca vou me esquecer do e-mail que marcou minha vida, virou ela de pernas pro ar, mas me abriu tanto os meus olhos que não tenho nem palavras para explicar. Não vou esquecer de dizer como eu me lembro da minha Vovó na cozinha fazendo o almoço enquanto eu chegava do colégio. Ou da vez que tive minha primeira dor de cabeça e gritava com todo ar do pulmão pedindo pra essa dor parar.
Também lembro da primeira vez que amei muito alguém, estranho né? O amor marca a gente de várias formas e em vários níveis que fica difícil até descrever.

De certa forma eu fico feliz em ter tantas primeiras vezes que nem consiga descrever em um texto, fico feliz também por lembrar de muitas como forma de aprendizado, outras confesso que nem gosto de lembrar, algumas eu acho que nem são tão importante assim, mas todas elas somaram para ser o que sou hoje. Ainda virão muitas primeiras experiências na minha vida e espero poder juntá-las com todas as outras e assim poder lembrar, velhinha das minhas pequenas aventuras e não me envergonhar de ter errado na primeira tentativa, mas me orgulhar de ter tentando, não só uma, mais quantas vezes fosse necessário até acertar.

Filmes para assistir em Fevereiro

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Bom eu ia fazer um post dos filmes que quero assistir em 2014, mas são tantos do tipo muitos mesmo. Então decidi separar eles por mês. E ai longo do ano vou mostrando minha lista de filmes antigos que pretendo assistir, alguns deles clássicos, já esperem recomendações e resenhas de filmes por aqui.

Os filmes estão colocados por ordem de preferência e clicando na data do filme levará ao trailer ou resumo do mesmo.

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Esses são os 12 filmes principais que pretendo assistir nesse mês, já viram que sou rata de cinema né? Vou contar um segredinho: Moro do lado do Shopping, cinema aqui é praticamente casa. Esse ano particularmente, está recheado de filmes bons para estrear, só espero não me decepcionar. Se vocês quiserem posso incluir no resumão de metas do mês os filmes que consegui ver. E vocês, claro, deixem os filmes que já assistiram esse mês ou pretendem assistir, aqui nos comentários. Beijos!

O dia em que aprendi a amar o mar

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Na verdade eu não sei bem em momento da minha vida eu parei de ir  praia e comecei a dizer que detestava a areia e o cheiro de mar na beira da praia. Enquanto criança eu bem me lembro das vezes em que íamos a praia e eu saia torrada do mar, era só me chamar e falar a palavra praia e eu já tava dentro. Coisa de criança mesmo, catar peixinho no mar, construir castelo de areia (na verdade nunca consegui fazer um castelo estava sempre mais pra um monte de areia junta), levar uns bons caldos e achar que ia morrer. Sem sombras de dúvidas no final das contas fico feliz por ter sido criada nessa cidade maravilhosa e não onde nasci, não troco uma orla linda por nenhum planalto central.
Pensando agora acho que na verdade nunca odiei o mar, mas conforme fui crescendo me distancie principalmente do sol, pois é, acabou esse negócio de ficar torrando e ardendo de dor em casa, praia pra mim começou a ficar fora de cogitação. A verdade é que eu nem me lembro da primeira vez que realmente vi o mar, assim pela primeira vez mesmo, provavelmente era muito pequena, o que quer dizer que o mar está comigo por toda minha vida. Nunca entendi pessoas que saiam de suas cidades com o sonho de ver o mar. Mas gente o mar não tem nada demais, alguns anos atrás eu pensava assim, até perceber que na verdade não era só conhecer o mar, essas pessoas queriam conhecer a imensidão do mundo, queriam apreciar uma das coisas mais belas, queriam entrar no mar e se sentir reconfortado de todos os seus problemas.
O dia em que aprendi a amar o mar, foram os dias em que não tive uma paisagem bonita para olhar durante o trânsito, foram também os dias em que não tinha paisagens bonitas para fotografar, foi ai também que percebi que todas as vezes que precisei relaxar pedia a minha mãe para irmos a praia. E como posso esquecer de quantas vezes fui a praia com meus amigos e as tardes pareciam acabar muito rápido, mas o momento parecia infinito. Parece besteira, mas não é, até que essas coisas pequenas façam falta no seu cotidiano.
Se você não conhece o mar, não fique com vergonha de amar por fotos, não fique com vergonha de dizer as pessoas que seu maior sonho é conhecer o mar, porque ele é tudo isso mesmo, é lindo, é mágico, é reconfortante, tem o melhor cenário para fotografias, não existe por do sol mais lindo do que na beira da praia e talvez a melhor festa que você irá na sua vida será um luau.

Se não fosse o mar, talvez eu não seria eu.

Livros para ler em 2014

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Esse ano decidi fazer uma lista de todos os livros que pretendo ler em 2014 e quando fui olhar a lista tinha dado mais de 60 livros, realmente espero conseguir ler muitos deles, mas dentro dessa lista criei uma sub lista dos livros que mais quero ler esse ano. Meu problema com livro é que não gosto de ler online nem por computador, celular, tablet, Kindle, eu gosto de ter o livro físico comprado. E cá entre nós livro tem ficado casa dia mais caro, principalmente alguns que tenho na lista tirando a dificuldade de achar muito deles. Enfim espero que gostem e assim vocês já conhecem um pouquinho do meu gosto literário. Continuar lendo

Aprendendo a deixar as coisas como estão

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Sabe aqueles dias em que você está pressentindo um grande “iceberg” na sua vida? Então, nesses dias, não faça nada para contrariar o destino, acredite, ele vai dar muitas dicas de que alguma coisa vai dar errado, alguma coisa que você quer muito. Por exemplo; pintar o cabelo:

Tudo começa com você decidindo pintar o cabelo um dia antes da viagem para ver sua família, isso tudo porque você queria que eles te vissem e te notassem de maneira diferente, sendo que aparentemente você só emagreceu no máximo um quilo. Mas porque? Porque raios sentimos a necessidade de mudar algo externamente, quando a única coisa que mudou é algo tão imperceptível a “olhos nus” que até você mesmo demorou para perceber?

Mas então como ia dizendo… Você compra as tintas, isso porque você quer estar ruiva quando descer do avião e encontrar sua mãe, sua cachorra e seu avô. Só porque você milagrosamente espera que eles notem que você mudou, mudou muito nesses meses que se passaram, mas porque ruivo? Melhor ainda, porque ruivo natural?

Continuando, comprada as tintas, o pó descolorante e tudo para pintar o cabelo, fica com medo e decide pintar no salão que tem no caminho para sua casa.

A cabeleira diz que: “Seu cabelo não vai aguentar uma descoloração só de olhar pra ele”. Mas porque raios mulheres quando “encasquetam” com algo não escutam o profissional e a razão?

Aquela razão que já estava lá com você, desde que acordou dizendo: “Um grande ‘iceberg’ hoje”. Ah! Mas por que dar vazão? Bobagem.

– Faz um teste de mecha…
>30 minutos depois<
– Olha está vendo seu cabelo não vai aguentar.

Para falar a verdade, ela não queria aquela cabeleireira que atendeu de má vontade. Não satisfeita, foi pra casa, reuniu informações na internet e decidiu pintar, mas e o aplicador de tinta?

A razão gritou, gritou mas ninguém ouviu. E lá foi ela comprar as luvas e o aplicador de tinta, pra que no caminho de casa, acha-se outro salão, entrou e viu a mulher dos cabelos platinados e disse:

-Você é corajosa (ora porque tem que ter muito peito para platinar o cabelo), to querendo pintar meu cabelo de ruivo natural – loiro “acobreado 8.34”.

-Seu cabelo ?

-Sim, por que ?

– Se você não se importar em correr o risco de partir seu cabelo no meio…

– Não tem problema, mas então cobra quanto com as minhas tintas?

– 25,00 reais, mas eu não tenho vaga mais pra hoje, só amanhã.

Por que raios ninguém mais na cidade poderia pintar o cabelo de ruivo natural em plenas 15:40 da tarde?

Imaginem que os avisos foram muitos, mas pergunta se ela importou-se com a quantidade alarmante deles? Claro que não! Porque o arrependimento só vêm de fato depois do ato consumado.

Então depois do ato consumado, lá pelas 00:30, demorou muito e tinha um cabelo cor de burro, que fugiu sabe-se lá de onde. Uma raiz quatrilhões de vezes mais clara, manchas e o melhor de tudo; não se curtiu com esse tom de ruivo que ficou muito, mas muito aberto.
Correu pra mandar “WhatsApp” pra única pessoal na face da terra que poderia acalmá-la nesse momento:
– Mãe fiz caquinha.
– O que foi?
– Foto
– Ficou linda

Normalmente as mães tendem a ser sinceras, mas essa não.

Então nesse dia ela percebeu, ainda olhando as fotos do seu cabelo tiradas na manhã anterior, que seu castanho, lindo, natural, hidratado e perfeitamente belo, tinha sumido e com ele a sua identidade. E nesse dia ela aprendeu a deixar as coisas como estão, só de vez enquanto.